O DNA brasileiro – Parte 1

Ilustração de capa: diferentes pessoas representando a diversidade da população brasileira

Quais são as populações mais comuns no teste de ancestralidade meuDNA Origens?

Você sabe de onde vieram os seus antepassados?

Você provavelmente já ouviu histórias sobre como seus avós ou bisavós vieram para o Brasil de outros continentes, como Europa ou Ásia. Mas já pensou em ter o resultado genético da sua ancestralidade?

Em 2019, o meuDNA lançou seu primeiro teste genético: o meuDNA Origens. Por meio de marcadores genéticos de 88 populações ao redor do mundo, ele consegue revelar sua ancestralidade até 8 gerações atrás: isso corresponde aos tataravós dos seus bisavós! Cada uma dessas populações é um “agrupamento genético” e pode ser um país, um grupo de países ou uma região dentro de um país.

Quem faz o teste, além de descobrir suas origens genéticas, tem acesso a conteúdos exclusivos sobre a história e a cultura dos seus antepassados. Assim você poderá aprender mais sobre suas raízes e sobre as histórias de imigração dos povos.

O Brasil é um país extremamente rico e diversificado – tanto em termos genéticos como culturais. Conheça quais são as populações mais comuns nos resultados dos testes meuDNA Origens!

1. Península Ibérica (Portugal & Espanha) 

Os azulejos em azul e branco cativam os olhos de quem visita restaurantes portugueses no Brasil. Não há nada como jantar um bom bacalhau e comer de sobremesa um delicioso pastel de nata, não é mesmo?

Mas não é apenas na gastronomia e na arquitetura onde vemos a grande influência portuguesa na nossa cultura. As festas juninas, por exemplo, começaram no Brasil durante o período colonial. Inicialmente, eram chamadas de Joaninas, pela homenagem católica a São João.

Nossa ascendência Ibérica tem origem nos anos 1500, quando os grandes navegadores atracaram seus navios aqui pela primeira vez. Apesar dos espanhóis terem chegado alguns meses antes, os portugueses reivindicaram as terras que hoje correspondem ao nosso país e incentivaram nossa colonização, que perdurou por quase 3 séculos. 

Mas mesmo após a independência, em 1822, o fluxo de imigração entre a Península Ibérica e o Brasil continuou grande: mais de 1,6 milhão de portugueses e mais de 700 mil espanhóis imigraram para o Brasil a partir do século 19.

Grande parte desses números é explicado pela abolição da escravidão no Brasil, em 1888. Muitos dos imigrantes ibéricos tinham suas viagens subsidiadas pelo governo brasileiro, que buscava atrair europeus para substituir o trabalho escravo nas lavouras.

Os estados que mais receberam portugueses foram Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, onde se concentrava o cultivo de café, além de Pará e Amazonas, devido à exploração da borracha. 

Já a maior parte dos imigrantes espanhóis se estabeleceu principalmente nos estados de São Paulo (a cidade de Santos, por exemplo, foi apelidada de “Barcelona brasileira”), Rio de Janeiro, Bahia e Sul do Brasil, onde trabalharam nas lavouras de café, indústrias e comércio.

2. França

Se você já saboreou uma bomba de chocolate, já experimentou a influência francesa no Brasil. Foi lá que esse tradicional doce, chamado originalmente de Éclair, surgiu. 

Além de uma forte presença na nossa culinária, a França também deixou suas marcas na nossa cultura e arquitetura. O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, por exemplo, teve sua construção inspirada no Ópera de Paris.

E se as festas juninas têm influência Ibérica, como vimos acima, a quadrilha é uma dança de origem francesa, derivada da quadrille. Tradicionalmente ela era uma modalidade de salão dançada por quatro pares de pessoas em formação retangular. Quando chegou ao Brasil, junto com os portugueses, já tinha recebido influências de outros grupos europeus.

Acredita-se que a primeira grande imigração de franceses ao Brasil aconteceu quando a família real e a corte portuguesa vieram para cá, em 1808. D. João VI patrocinou a vinda da chamada Missão Artística, que trouxe ao nosso país, em 1816, diversos artistas franceses.

Muitos franceses continuaram vindo para o Brasil até o começo do século XX. Segundo o Censo Republicano de 1920, 31.984 franceses já moravam aqui naquele ano. São Paulo abrigava a maior parte desses imigrantes, com 13.576. Em seguida vinha o Rio de Janeiro, com 10.538, e o Rio Grande do Sul, com 4.216.

3. Norte da África

No teste meuDNA Origens, a população Norte da África inclui países como Marrocos, Argélia e Tunísia.

Boa parte da presença dessa população no DNA brasileiro se deve aos judeus sefarditas, ou seja, aos descendentes de judeus originários de Portugal e Espanha. Durante os séculos 15 e 16, muitos deles foram perseguidos pelas inquisições espanhola e portuguesa, e instalaram-se no Norte da África. Em busca de qualidade de vida e de liberdade religiosa, judeus estabelecidos no Marrocos emigraram para o Brasil a partir de 1810. 

A maior parte dos judeus sefarditas marroquinos chegou ao Brasil entre 1890 e 1910, quando o ciclo da borracha começou a atrair famílias para a região Amazônica. Embora não existam muitos dados sobre a imigração deste povo, estima-se que algumas centenas deles chegaram ao nosso país nessa época, principalmente nos estados do Amazonas e do Pará

Um marco histórico que os judeus sefarditas marroquinos deixaram no Brasil foi a construção da primeira casa de oração judaica em nosso país, em Belém, em 1824. Na época, a Constituição ainda não permitia a construção de templos não-católicos. Quando isso se tornou possível, a casa de oração se tornou a primeira sinagoga no Brasil, chamada de Eshel Abraham.

Ficou curioso para saber se alguma dessas populações está no seu DNA? Faça o teste meuDNA Origens e descubra!

Quer saber mais sobre as populações mais comuns nos resultados do teste meuDNA Origens? Leia aqui “O DNA Brasileiro – Parte 2“.

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