Quanto DNA você compartilha com cada membro da sua família?

Aprenda mais sobre como fazer árvores genealógicas e usá-las para calcular sua proximidade genética com os seus familiares

Você provavelmente sabe que herdou metade do DNA do seu pai e a outra metade da sua mãe. Isso significa que você compartilha 25% de DNA com cada um de seus quatro avós. Mas, conforme vamos avançando na história da família, a conta pode ficar complicada. E quanto aos seus primos de primeiro grau? E primos de segundo grau? E os irmãos dos seus avós e bisavós?

Para facilitar as operações matemáticas, você pode fazer uma árvore genealógica da sua família. Assim, além de saber quanto DNA você compartilha com os seus antepassados, você também terá a oportunidade de aprender mais sobre a história dos seus familiares.

Genealogia: estudando a história de famílias

A genealogia é a área do conhecimento dedicada a estudar a origem e a descendência de famílias. Historicamente, foi mais utilizada por famílias da realeza para reafirmar seu prestígio e legitimar suas pretensões de poder. Por muito tempo, lendas e fatos se misturaram para conectar reis e rainhas a figuras lendárias, como ao Rei Davi de Israel, que viveu há cerca de três mil anos.

A partir do século XVII, a genealogia passou a ser investigada de maneira científica, utilizando documentos e registros históricos. Mais recentemente, testes genéticos também começaram a contribuir para estudos genealógicos.

Árvores genealógicas

Entre as principais ferramentas da genealogia para reconstruir a história de uma família estão as árvores genealógicas. Essas representações gráficas dos ancestrais de uma ou mais pessoas faz a conexão entre os membros de uma família, geralmente deixando os antepassados mais antigos acima e os seus descendentes abaixo.

A maior árvore genealógica do mundo

A maior árvore genealógica já feita é a do filósofo e educador chinês Confúcio (551-479 a.C.), que é descendente do rei Tang (1675-1646 a.C.). Sua árvore possui mais de 80 gerações e 2 milhões de pessoas. Em 2009, no 2560º aniversário do nascimento de Confúcio, uma edição atualizada de sua árvore genealógica foi publicada. Com ela, estimou-se que cerca de 1,3 milhão de pessoas vivas hoje sejam descendentes do pensador chinês.

Então, mãos à obra: monte sua árvore genealógica com todos os membros da sua família e vamos calcular quanto DNA você compartilha com cada um deles. Se tiver filhos, coloque-os abaixo de você e deixe seus pais acima, com seus avós acima deles, e assim por diante.

Calculando o DNA

Vamos começar calculando o DNA dos seus parentes mais próximos. Assim como você recebe 50% de DNA de cada um dos seus pais, você também passa 50% de DNA para os seus filhos. Irmãos e irmãs também compartilham metade do DNA com você; se tiver um irmão/irmã apenas por parte de pai ou mãe, esse número cai para 25%.

A cada geração que vamos rumo ao passado, o percentual de DNA compartilhado cai pela metade. Então, temos 25% de DNA igual aos nossos avós, 12,5% igual aos nossos bisavós e assim por diante. 

Os tios e tias compartilham metade do DNA com nossos pais, que por sua vez compartilham metade do DNA conosco. Então temos metade da metade do DNA deles, ou seja, 25%. Com primos de primeiro grau, compartilhamos metade desse número, 12,5%, e primos de segundo grau, 6,25%. Para tirar todas as dúvidas, veja a figura abaixo:

Ancestralidade familiar

Agora que você já sabe quanto DNA compartilha com cada membro da sua família, por que não descobrir suas origens genéticas? De quais regiões do mundo vieram seus ancestrais?

Analisando o seu DNA e comparando com amostras de diferentes populações provenientes de diversos locais do planeta, é possível descobrir de onde seus antepassados migraram até chegar em você. 

O meuDNA Origens é o teste mais completo do Brasil para essa finalidade: ele revela se você tem marcadores genéticos de até 88 povos. Com o meuDNA Origens, você aprenderá mais sobre suas origens genéticas de 5 a 8 gerações atrás, o que é equivalente aos bisavós dos seus tataravós. E fique tranquilo: fazer o teste é mais simples do que calcular quanto DNA você compartilha com o sobrinho do primo do seu bisavô: basta uma simples amostra de saliva para você começar a sua jornada de autoconhecimento.

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