História dos dinossauros e suas origens

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Desde que foram descobertos, os dinossauros fascinam crianças e adultos. Histórias sobre os dinossauros são sucesso no cinema desde o início do século XX. Em 1993, o filme Jurassic Park foi lançado e levantou uma pergunta na mente de todos: é possível reviver dinossauros através do DNA extraído de um fóssil?

De onde vieram os dinossauros?

A origem exata e o período de evolução dos dinossauros ainda são temas de muitas pesquisas, os indícios mais fortes indicam que os répteis pré-históricos conhecidos como dinossauros surgiram durante o período Triássico Médio e o final da Era Mesozoica, cerca de 230 milhões de anos atrás. Eles eram membros de uma subclasse de répteis chamada arcossauros (“répteis dominantes”), um grupo que também inclui pássaros e crocodilos.

Os dinossauros dominaram o mundo até cerca de 66 milhões de anos atrás e durante os cerca de 174 milhões de anos em que existiram, a Terra mudou muito. Durante esse tempo, os dinossauros evoluíram de um grupo de criaturas do tamanho de cães e cavalos para as feras mais enormes que já existiram.

Quando os dinossauros apareceram pela primeira vez no período Triássico (251,9 milhões a 201,3 milhões de anos atrás), eles estavam em uma massa de terra única, conhecida como Pangeia, cercada por um enorme oceano. 

A Pangeia começou a se separar em continentes durante o Período Jurássico (cerca de 200 milhões de anos atrás), afetando a Terra e os seres que nela viviam, como os dinossauros. 

Os dinossauros desapareceram da Terra no final do período Cretáceo (145 milhões a 66 milhões de anos atrás), junto com muitos outras espécies de animais e várias espécies de plantas. Nesse período, os continentes estavam aproximadamente no mesmo lugar que estão hoje.

Existem inúmeras teorias sobre o que causou essa extinção em massa: além da grande atividade vulcânica e tectônica que ocorria naquela época, os cientistas também descobriram que há cerca de 65,5 milhões de ano um asteroide gigante, do tamanho de uma montanha, atingiu a Terra, enchendo a atmosfera com gás, poeira e detritos que alteraram drasticamente o clima. 

Muitas espécies de animais e plantas morreram pela mudança do clima e falta de luz solar: primeiro as plantas, depois os seres herbívoros e, após um período de sobrevivência das carcaças desses herbívoros, os carnívoros também morreram.

Curiosidades sobre dinossauros

Os dinossauros começaram a ser estudados durante a década de 1820, quando cientistas descobriram os ossos de um grande réptil terrestre que apelidaram de Megalossauro (“grande lagarto”).  

O termo “dinossauro” foi cunhado pela primeira vez em 1842, por Richard Owen, o principal paleontólogo da Grã-Bretanha, que estudava ossos de três criaturas diferentes: Megalossauro, Iguanodonte (“dente de iguana”) e Hylaeossauro (“lagarto da floresta”). 

Owen determinou que os três formavam um grupo especial de répteis, que ele chamou de Dinosauria: deinos, que significa “terrível” e sauros, que significa “lagarto” ou “réptil”.

Apesar de os dinossauros não mais andarem na Terra como faziam durante a Era Mesozoica, seus parentes mais próximos em termos evolutivos vivem no dia a dia do mundo moderno: os pássaros.

A representação dos dinossauros no cinema

Desde que foram descobertos pelos cientistas, os dinossauros se tornaram parte do repertório da cultura popular. O cinema começou a usar dinossauros em suas tramas em 1914 com a animação “GertieThe Dinosaur” e no curta-metragem “Brute Force“, seguido de muitos outros filmes de sucesso.

No entanto, foi em 1993, com Jurassic Park, que os dinossauros conquistaram o imaginário popular do mundo todo. 

Em Jurassic Park, as criaturas pré-históricas são recriadas através de uma amostra de DNA retirada de dentro de um mosquito que ficou preservado por milhões de anos em um âmbar (um fóssil de resina de plantas). As sequências do DNA pré-histórico são completadas por computação e a partir daí um embrião é formado dentro de um ovo.

A história de um parque de diversões com dinossauros de verdade, principalmente com o grande Tiranossauro-Rex, encantou a todos não só pela verossimilhança, mas também pelos efeitos especiais, um marco na época do seu lançamento.

O filme também impactou fortemente a paleontologia, que ganhou muitos livros dedicados ao período pré-histórico, exposições em museus e adeptos que se tornaram fãs dessa ciência. 

Mas além dos efeitos especiais e da história envolvente, o filme apresenta uma ideia já presente na ciência: recriar animais extintos e manipular o DNA

Será que é realmente possível reviver um dinossauro através do DNA extraído de um fóssil?

É possível reviver dinossauros como em Jurassic Park?

Apesar de ser totalmente possível estudar o DNA encontrado dentro de animais e insetos, como o DNA de sanguessugas, que são usados para monitoramento ambiental e os de piolhos de múmias, que ajudam a explicar migrações humanas, a história do filme Jurassic Park é bem mais complicada.

Isso porque o DNA tem uma validade: cientistas descobriram que a meia-vida do DNA é de 521 anos, após esse tempo cerca de 50% dos aminoácidos se quebram e o código genético começa a se fragmentar. 

A estimativa dos cientistas é que o DNA dure no máximo até aproximadamente 6,8 milhões de anos. Ou seja, não há esperança para os dinossauros, extintos há cerca de 65 milhões de anos, mas, por outro lado, é possível recriar animais que foram extintos há menos tempo, como os mamutes. 

Cientistas estão estudando uma forma de recriar mamutes extintos há 4 mil anos a partir do genoma de elefantes.

Estudos realizados em fósseis de dinossauros

Os fósseis de dinossauros são conhecidos há milênios, porém, durante muito tempo eles não foram reconhecidos. Na China, por exemplo, durante a Dinastia Jin Ocidental (265–316), foram descritos “ossos de dragão” para uso em medicamentos tradicionais. Já na Europa, acreditava-se que os fósseis de dinossauros eram restos de gigantes e outras criaturas místicas.

Só em 1824 os primeiros fósseis de dinossauros foram nomeados e começaram a ser estudados, abrindo caminhos para essa área na paleontologia

Nos últimos anos, as técnicas modernas de genética foram incluídas nesses estudos, criando a paleogenética, um ramo derivado das ciências naturais que combina a paleontologia com genética e história. Pesquisas focadas na ancestralidade humana, por exemplo, já são enriquecidas a partir da paleogenética e do sequenciamento do genoma extraído de fósseis pré-históricos. 

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Onde surgiram os primeiros dinossauros?

Os fósseis de dinossauros mais antigos, datados de cerca de 231 milhões de anos atrás, são do Parque Provincial de Ischigualasto, na Argentina. Contudo, estudos recentes acreditam que os primeiros dinossauros podem ter surgido no hemisfério norte, possivelmente em uma área que agora faz parte do Reino Unido.

Qual é a classe dos dinossauros?

Segundo a classificação de Benton, todos os dinossauros são Amniota, Classe Sauropsida, Subclasse Diapsida, Infraclasse Archosauromorpha, Divisão Archosauria, Subdivisão Avemetatarsalia, Infradivisão Ornithodira, e Superordem Dinosauria. Dinosauria: deinos, que significa “terrível” e sauros, que significa “lagarto” ou “réptil”. Dinosauria é então dividida em duas ordens tradicionais, Saurischia e Ornithischia. 

O que é DNA de dinossauro?

DNA de dinossauro é o material genético de um dinossauro. Encontrar trechos do DNA de dinossauro é o sonho dos paleontólogos. Como o DNA só dura até no máximo 6,8 milhões de anos e os dinossauros viveram há mais de 66 milhões de anos, é muito difícil encontrar DNA de dinossauro não fragmentado.

É possível extrair DNA de um fóssil?

Sim, é possível extrair DNA de materiais fossilizados. Fósseis podem ser ossos de animais ou insetos e vegetais preservados ao longo dos milhões de anos. A dificuldade é encontrar DNA de dinossauro que não esteja degradado, pois o DNA encontrado em material fossilizado não dura mais de 6,8 milhões de anos.

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