Mamma mia! Nossas heranças italianas

21 de fevereiro é dia do imigrante italiano
O Brasil é o maior país com raízes italianas em todo o mundo e a comunidade italiana representa um importante pilar para a formação da nossa população.

Dia do Imigrante italiano

Dia 21 de fevereiro celebra o Dia do Imigrante italiano no Brasil. Instituída pela lei nº 11.687, de 2 de junho de 2008, homenageia imigrantes italianos e seus descendentes no Brasil. A data relembra o dia da chegada da primeira leva de imigrantes italianos pela Expedição de Pietro Tabacchi no navio La Sofia em Vitória (ES), em 1874, composta por cerca de 380 famílias originárias do Trentino-Alto Ádige e do Vêneto. 

A data é um marco histórico do início do processo de migração em massa de italianos para o Brasil. Durante o período mais intenso de imigração, entre 1870 e 1920, estima-se que 1,4 milhão de italianos tenham vindo para o país. 

Hoje, estima-se que existam mais de 30 milhões de ítalo-brasileiros, sendo o país com maior número de descendentes italianos no mundo. 

Terra nostra: por que os italianos vieram para o Brasil?

Um dos grandes períodos de imigração para o Brasil começou a partir da década de 1880, pois a abolição da escravatura fez com que muitos fazendeiros buscassem por trabalhadores para substituir o trabalho escravo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país recebeu quase 5 milhões de imigrantes entre 1884 e 1959.

Devido aos problemas políticos e econômicos da Itália no fim do século 19, o país incentivou fortemente a emigração. Na época, a Itália vivia conflitos que buscavam a unificação do país. Famílias rurais e mais pobres sofriam com o momento de turbulência política e econômica, e sobreviver em pequenas propriedades se tornava insustentável. Ir para as grandes cidades, por outro lado, era difícil: elas já estavam com dificuldades para absorver tantas pessoas, pois o desenvolvimento industrial ainda estava em seus estágios iniciais.

A primeira expedição de italianos para o Brasil foi batizada com o sobrenome do seu idealizador, Pietro Tabacchi, um italiano oriundo de Trento que residia no Espírito Santo desde o início da década de 1850. Ao observar o interesse do Brasil pela mão de obra europeia, Tabacchi decidiu oferecer terras para os imigrantes em troca do direito de derrubar 3,5 mil jacarandás para exportação.

Em 1874 o primeiro navio com italianos chegou ao Brasil

A primeira expedição de camponeses da Itália para o Espírito Santo deu início à epopeia migratória dos italianos para o Brasil que se transformou num fenômeno de massa entre 1887 e 1902, influenciando decisivamente no aumento da população do Brasil. 

A maioria dos imigrantes italianos vieram para trabalhar em lavouras de café em regiões do interior dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo com objetivo de suprir o trabalho escravo e também para fins de colonização. Na região Sul do país, trabalhavam tanto com produção de alimentos, como na construção de ferrovias, seguido por estabelecimento de serrarias, uma das atividades econômicas mais prósperas da comunidade.  

O estado de São Paulo absorveu a maioria dos imigrantes italianos, sendo destino de 44% da imigração italiana para o Brasil entre os anos de 1820 e 1888, de 67% entre 1889 e 1919, com ênfase entre 1900 e 1909, quando atraiu 79% desses imigrantes. O peso demográfico italiano no estado foi enorme: em 1934, italianos e seus filhos representavam 50% da população de São Paulo. No início do Século 20, São Paulo chegou a ser chamada de “cidade italiana”, com comunidades da nacionalidade sendo formadas nos bairros Bixiga e Brás. 

Após a década de 1920, fatores diversos, como o início da 1ª Guerra Mundial, o excesso de mão de obra no Brasil e a chegada da informação na Itália da situação precária dos imigrantes no Brasil diminuíram o fluxo migratório, tanto por parte do governo brasileiro, que implementou leis para controlar a entrada de imigrantes, como pelo governo italiano, que passou a controlar o processo de saída do país dificultando a imigração. 

Siamo Tutti Oriundi!

Qualquer pessoa que tenha um ancestral nascido na Itália, ou seja, que é descendente de italianos, é chamado oriundi (Oriundo). Os ítalo-brasileiros são considerados a maior população de oriundi fora da Itália. Na maioria dos casos bisnetos e trinetos de imigrantes.

Parla italiano? Itália na cultura, nos sabores e no sotaque 

O Brasil é o maior país com raízes italianas em todo o mundo e a comunidade italiana representa um importante pilar para a formação da nossa população. Os traços da cultura italiana estão presentes na gastronomia, na agricultura e no próprio modo de viver em família, sempre com muita alegria e disposição.

Comer uma boa massa, pizza, cannoli ou degustar um simples pão italiano com vinho de altíssima qualidade fazem parte da cultura e  estilo de vida do nosso país. O tradicional panetone, com sua origem milanesa, faz parte do Natal no Brasil, assim como a colomba pascal, que vem da Lombardia, faz parte da nossa Páscoa. 

Em São Paulo, trattorias, osterias e cantinas italianas são pontos muito queridos pelos paulistanos. Vários bairros paulistanos possuem influência italiana, como por exemplo Bixiga, Mooca e Lapa, que até hoje conservam tradições como feiras, festas e gastronomia típica.

Embora a religião católica tenha sido difundida no país pelos colonizadores portugueses, é da tradição italiana que o Brasil herdou várias festas, práticas religiosas e os santos de devoção. 

a cultura italiana está presente no Brasil, na culinária, nas festas e sotaques. Mesa posta com toalha quadriculada vermelha, pizza, salame, lasanha e pães: alimentos típicos italianos.

A Festa da N. Sra Achiropita é considerada a maior festa italiana no Brasil. Ela acontece anualmente em agosto no bairro do Bixiga (cidade de São paulo) e tem suas origens nos anos 50. 

Em Venda Nova do Imigrante, município na região serrana do Espírito Santo, desde 1914 acontece anualmente a Festa da Polenta, que possui dentre as principais atrações a Casa da Nonna, que relembra a arquitetura das antigas casas da época da imigração; o Paiol do Nonno, que recria o dia a dia da vida rural  e mostra costumes como a fabricação de melado a partir da cana; e o famoso “Tombo da Polenta”. 

Já em Santa Tereza, outra região serrana do Espírito Santo, acontece a festa do Imigrante Italiano com a tradicional Carretela Del Vin, um cortejo de danças típicas e música italiana, regada a polenta e vinho. A maioria dos participantes se veste com trajes típicos nas cores da bandeira da Itália. 

No sotaque, italianos influenciaram a típica pronúncia do “r” vibrante do paulista, com a língua tremida atrás dos dentes, que ganhou força no estado de São Paulo e empurrou o “r” retroflexo, ou caipira, para as periferias da capital e para o interior do estado.

Como saber se sou descendente de italianos?

Com toda essa influência, você também pode descobrir se é um oriundi:

  • Conversar com seus familiares e construir a árvore genealógica da sua família.
  • Pesquisar a origem dos sobrenomes dos seus familiares.
  • Pesquisar em museus e acervos de documentos de imigrantes, como no Projeto Imigrantes e no Museu da Imigração.
  • Analisar o seu DNA com o meuDNA Origens e descobrir a sua ancestralidade genética de 5 a 8 gerações atrás!

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