5 fatos sobre bancos genéticos (e se você precisa se preocupar com seus dados)

Uma pasta de ficheiro com uma fita de DNA saindo.
Descubra 5 fatos sobre bancos genéticos e entenda o que eles são, o que guardam e como podem ajudar no avanço da medicina e da ciência.

Assim como uma biblioteca é usada para catalogar e armazenar livros e revistas, os bancos genéticos são coleções digitais de sequências genéticas, e são usados para diversos objetivos, desde a pesquisa médica até a resolução de crimes.

Entenda como as informações genéticas são guardadas nesses bancos, como eles podem contribuir para a ciência e se você que fez (ou vai fazer) um teste genético precisa se preocupar com seus dados.

1.Bancos genéticos são como bibliotecas que guardam diversos tipos de informações genéticas

Os bancos genéticos são coleções que armazenam sequências de DNA digitalmente organizadas, para que possam ser facilmente acessadas. 

Eles podem armazenar, além de sequências de DNA, outros dados biológicos relacionados, por exemplo, aos genes, proteínas, e informações de saúde das pessoas que tiveram suas informações genéticas sequenciadas.

Com a evolução das tecnologias de sequenciamento do DNA, a quantidade de dados genéticos aumentou exponencialmente, o que resultou na criação e melhoramento de ferramentas de computação para a organização desses dados.

2. Bancos genéticos podem guardar informações de diferentes espécies, não apenas sequências humanas

Neste post focamos em bancos de dados genéticos humanos, mas as sequências de DNA de plantas, de outros animais, bactérias e fungos também podem ser depositadas e consultadas em diversos bancos de dados.

Em 2020, por exemplo, foi anunciado o catálogo de dados genéticos GEM (do inglês, Genomes from Earth’s Microbiomes, que significa Genoma dos Microbiomas da Terra), que inclui mais de 50 mil genomas de microrganismos que ocorrem em diferentes partes do planeta e contou com a colaboração de pesquisadores brasileiros.

3. Bancos genéticos têm informações que podem ser usadas em pesquisas científicas e até para resolver crimes

As informações genéticas guardadas nos bancos de dados podem ser usadas para diversos objetivos. Confira alguns exemplos:

  • Na medicina: médicos, pesquisadores e profissionais da saúde podem fazer buscas e comparar a sequência de DNA de milhares de pessoas, saudáveis ou doentes, para detectar as variações genéticas relacionadas a doenças. 
  • Na resolução de crimes: o perfil genético de uma amostra encontrada em uma cena de crime pode ser comparado às sequências de DNA que estão em um banco genético da polícia, por exemplo, e servir como forma de encontrar o suspeito.
  • Na conservação das espécies: com o avanço no número de seres vivos sequenciados, cientistas buscam fazer um inventário da informação genética contida no DNA dos organismos do nosso planeta, e que pode ser usada em pesquisas futuras.
  • Nos estudos de ancestralidade e história evolutiva humana: marcadores genéticos de diferentes povos armazenados em bancos de dados ajudam a desvendar a ancestralidade genética das pessoas, bem como a recriar as migrações humanas ao redor do mundo.

Para que servem bancos genéticos: estudo da conservação das espécies, ancestralidade, causas genéticas das doenças, encontrar criminosos.

4. É importante que bancos genéticos guardem informações de diferentes populações

Bancos genéticos são muito importantes para estudar a causa genética de diversas doenças. Porém, sabemos que populações diferentes têm perfis genéticos diferentes e, assim, algumas doenças são mais comuns em certas populações e mais raras em outras.

Por isso, é importante que essas coleções de DNA englobem sequências genéticas de pessoas de diferentes populações para que os estudos levem em consideração toda a diversidade genética humana.

5. Cientistas de vários lugares do mundo podem contribuir com os bancos genéticos

Milhares de dados biológicos são depositados diariamente em bancos genéticos públicos ou privados. No caso dos bancos públicos, cientistas de todo o mundo podem contribuir enviando sequências genéticas anonimizadas.

Assim, cientistas aqui do Brasil, por exemplo, conseguem acessar e estudar dados genéticos que estão em bancos que reúnem informações de pessoas de outros lugares do mundo.

O que acontece com minhas informações genéticas quando faço o teste do meuDNA?

No meuDNA nos preocupamos com a segurança e privacidade das suas informações genéticas, por isso seguimos diretrizes nacionais e internacionais para proteger seus dados contra acessos não autorizados e vazamentos. Todas as suas informações guardadas em nosso banco são sigilosas, protegidas pelo meuDNA e seus dados não são compartilhados com informações pessoais que possam te identificar, e nem sem a sua autorização.

Com o seu consentimento, os dados genéticos separados dos dados pessoais podem ser utilizados em pesquisas genéticas, por exemplo, e assim você pode contribuir com o avanço da ciência. 

Sabemos da importância do seu DNA e das informações contidas nele e, por isso, tomamos as mais rigorosas medidas para sua segurança. Então, que tal saber o que #TáNoSeuDNA?

O que está no seu DNA?

Com o meuDNA Assinatura você vai saber sobre seus traços, sua personalidade e hábitos através da análise de Perfil. Além disso, vai conhecer sua ancestralidade genética, com base em 88 povos ao redor do mundo, e a predisposição para desenvolver diversas doenças, como diferentes tipos de câncer. Conheça o meuDNA Assinatura e embarque nessa jornada de autoconhecimento!

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O que são bancos genéticos?

Bancos genéticos são coleções que reúnem sequências de DNA armazenadas de forma computacionalmente organizada, para que possam ter suas informações acessadas.

Para que servem os bancos genéticos?

As informações genéticas guardadas nos bancos genéticos podem ser usadas para diversos objetivos: pesquisa médica, resolução de crimes, estudar a ancestralidade e a história evolutiva humana, e para fins de conservação das espécies.

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