Câncer de pele: entre o sol e a genética

Mulher passando protetor solar com sol ao fundo
Saiba mais sobre o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo

“Quando sair de casa, use protetor solar”. Se já ouvimos essa recomendação várias vezes ao longo da vida, de familiares e médicos, é devido a sua importância. O protetor solar ajuda a proteger contra o câncer de pele, tipo de câncer mais frequente no Brasil e no mundo.

Mais de 220 mil novos casos desse tipo de câncer devem ser registrados no Brasil em 2022, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer. Apenas em 2020, o número de pessoas que não resistiram ao câncer de pele passou de 4.500.

Felizmente, a grande maioria dos cânceres de pele podem ser prevenidos e tratados se diagnosticados precocemente. Por isso, neste post vamos falar sobre os diferentes tipos de câncer de pele, suas causas, fatores de risco e como você pode se prevenir.

Tipos de câncer de pele

Homem de costas com pintas na pele.

A pele é o maior órgão do nosso corpo. Ela ajuda a regular a nossa temperatura e é uma barreira de proteção contra microorganismos, substâncias químicas e o sol. As células da pele, como todas as outras do nosso corpo, estão sujeitas a mutações e, quando isso acontece, diferentes tipos de tumores podem ser formados. 

Há os tumores benignos de pele, que normalmente não fazem mal algum ao organismo, e podem incluir pintas, manchas e verrugas; e os malignos, que chamamos de câncer. Os cânceres de pele, por sua vez, podem ser classificados em melanoma e não melanoma.

O médico francês Rene Laennec cunhou o termo melanoma, em um artigo publicado em 1806, para se referir ao tipo mais agressivo de câncer de pele. O termo é derivado do grego melas, escuro, e oma, tumor, pois o sinal mais evidente da doença costuma ser manchas escuras na pele.

A invenção do estetoscópio

Além de cunhar o termo melanoma, Rene Laennec inventou o estetoscópio. O médico francês também era músico e costumava fabricar suas próprias flautas. Deparado com a dificuldade de ouvir o coração de alguns de seus pacientes, Laennec aplicou seus conhecimentos de acústica na Medicina e inventou o estetoscópio na década de 1810. O instrumento, na época, consistia de um cilindro feito de madeira e rapidamente se popularizou pela Europa nos anos 1820. Em 1851, o médico irlandês Arthur Leared aprimorou a invenção de Laennec e criou a versão do estetoscópio que conhecemos hoje.

Melanoma

Os melanomas são escuros porque se iniciam nos melanócitos, células responsáveis por produzir melanina, o pigmento que dá cor para a pele, olhos e cabelos. Quanto mais melanina, mais escura a cor da pele, e também mais protegida ela fica contra a radiação solar, pois este pigmento é uma proteção natural do nosso organismo. Por isso, a incidência de câncer de pele em pessoas negras é menor do que em pessoas de pele branca.

Os melanomas representam cerca de 5% dos casos de câncer de pele, mas 44% das mortes. Isso porque ele se desenvolve mais rapidamente e tem maiores chances de sofrer metástase, ou seja, de se espalhar para outras partes do corpo.

Sinais de câncer de pele não melanoma

Três diferentes tipos de célula na pele: células escamosas, melanócitos e células basais.

Os cânceres de pele não melanoma são os mais comuns, somando cerca de 95% dos casos. Como são menos agressivos e raramente sofrem metástase, suas chances de cura quando diagnosticados precocemente são bastante altas.

Há dois principais tipos de câncer de pele não melanoma, também chamados de carcinomas:

  • Carcinoma basocelular: se desenvolve em células da parte inferior da pele, chamadas de células basais. É o tipo mais comum, representando cerca de 76% dos casos.
  • Carcinoma espinocelular: se desenvolve nas células escamosas, na parte mais superficial da pele. Constituem cerca de 19% dos casos.

A maioria das pintas e manchas são benignas, ou seja, não são câncer, mas qualquer alteração na pele pode ser um câncer de pele e deve ser avaliada detalhadamente por um médico dermatologista.

Nem todo câncer de pele tem o mesmo aspecto, mas os sintomas mais comuns de câncer de pele são o aparecimento de lesões de pele que não cicatrizam, aparecimento de pintas ou manchas, e pintas que sofreram alterações (como cor, tamanho, textura ou que sangram).

Fatores de risco e prevenção de câncer de pele

O principal fator de risco para o câncer de pele é a exposição ao sol. Os raios solares contém radiação UV (ultravioleta), que pode causar danos e mutações no DNA e levar ao desenvolvimento do câncer. A radiação é maior entre às 10h e 16h, por isso é recomendado evitar tomar sol nesses horários.

Pessoas de pele clara, devido à menor quantidade de melanina, são ainda mais susceptíveis à radiação solar. Portanto, uma das melhores maneiras de se prevenir da doença é usar protetor solar com FPS (Fator de Proteção Solar) de, no mínimo, 15. É importante também reaplicar o produto ao longo do dia, principalmente se houver exposição à água ou suor: em média, recomenda-se que o protetor solar deve ser passado na pele de 2 em 2 horas.

A radiação UV também é emitida em câmaras de bronzeamento artificial, que estão associadas a cerca de 12% dos casos de câncer de pele. Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso dessas câmaras para fins estéticos em 2009.

Outro fator de risco é o tabagismo, que aumenta as chances de desenvolver câncer de pele na região da boca.

Câncer de pele e genética

Além dos fatores ambientais que mencionamos acima, há também fatores genéticos que estão relacionados ao câncer de pele. Cerca de 10% dos casos de melanomas são causados por mutações genéticas hereditárias, passadas de geração em geração. Em especial, estão mutações no gene CDKN2A, que aumentam as chances de desenvolvimento de câncer de pele de 0,3% (para quem não tem mutação) para mais de 50%. 

Com o teste genético meuDNA Saúde, é possível saber se você tem mutações nesse e em outros genes, relacionados a outros tipos de câncer e condições hereditárias. Os resultados, junto com acompanhamento médico, permitem a melhor estratégia possível para se prevenir dessas doenças e aumentam as chances de um diagnóstico precoce se ela, de fato, vier a se desenvolver. E, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura. Saiba mais sobre o teste!

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