Câncer de Próstata

Novembro azul

Saiba mais sobre o segundo câncer mais comum em homens.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Em 2020, foram registrados cerca de 66 mil novos casos da doença no Brasil, o que representa 29,2% dos tumores incidentes no sexo masculino.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga. Ela é responsável pela produção do líquido seminal, fluido que ajuda a transportar e nutrir os espermatozóides.

No Brasil, aproximadamente 16 mil homens morreram por causa do câncer de próstata em 2020. Embora muitos cânceres de próstata cresçam de forma lenta, alguns se desenvolvem muito rápido e se espalham para outros tecidos, podendo ser fatais. Quando detectado precocemente, o tratamento do câncer de próstata é menos agressivo e oferece mais chances de cura. 

Novembro Azul e o câncer de próstata

Inspirado pelo grande impacto de conscientização gerado pelo Outubro Rosa, surgiu na Austrália, em 2003, o movimento Movember. Seu objetivo é chamar atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças que atingem a população masculina. Movember é uma uma mistura entre as palavras moustache, ou seja, bigode (símbolo da campanha) em inglês — e november, que significa novembro.  

O alcance da campanha foi enorme e vários países aderiram a proposta de conscientização da doença. No Brasil, ela recebeu o nome de Novembro Azul e é uma importante ferramenta para quebrar o preconceito que muitos homens têm de ir ao médico e cuidar da sua saúde.

O que aumenta o risco de câncer de próstata?

O câncer ocorre quando se acumulam diversas mutações em genes que controlam o crescimento, divisão celular ou o reparo de danos do DNA. Essas mutações permitem que as células cresçam e se dividam incontrolavelmente, formando um tumor.

Na maioria dos casos de câncer de próstata, essas alterações genéticas são adquiridas durante a vida do homem e estão presentes apenas em certas células da próstata. Os tumores formados por essas mutações são considerados tumores esporádicos.  

A idade é um fator de risco importante para o desenvolvimento da doença, pois geralmente o câncer de próstata surge em homens mais velhos, sendo 75% dos casos a partir dos 65 anos.

Homens com ascendência africana e caribenha também têm maior risco de desenvolver câncer de próstata do que homens de outras ancestralidades. Além disso, a exposição a alguns compostos químicos como aminas aromáticas (comuns nas indústrias química), arsênio (usado como agrotóxico), produtos de petróleo, fuligem e dioxinas estão associadas à doença.

A história de câncer de próstata na família é outro fator de risco importante, principalmente quando o pai e/ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos.  Cerca de 5% a 10% dos casos de câncer de próstata são causados ​por fatores genéticos herdados de alto risco ou genes de suscetibilidade ao câncer de próstata, como os genes BRCA1 e BRCA2

Genes BRCA e câncer de próstata

Os genes BRCA1 e BRCA2  são responsáveis pelo reparo do DNA, e estão presentes em todas as nossas células. Quando a fita  de DNA é rompida ao meio, as proteínas produzidas por esses genes  entram em ação e corrigem o defeito.

Os genes foram primeiro associados ao desenvolvimento do câncer de mama. Contudo, estudos posteriores identificaram que mutações herdadas nesses genes podem aumentar muito a chance do desenvolvimento de outros tumores, como o de próstata.

Homens sem alterações nesses genes possuem um risco de 10% de ter câncer de próstata.  Alterações no BRCA1 elevam o risco para 29% e alterações no BRCA2 para 60%. As mutações nesses genes aumentam as chances do câncer se desenvolver em homens mais cedo e de forma mais agressiva.

Câncer de próstata e mutações em BRCA1 e BRCA2
O risco de câncer de próstata para pessoas que não tem alterações hereditárias é de 10%. Mutações no gene BRCA1 elevam o risco de câncer de próstata para 29% e alterações no BRCA2 para 60%.

Detecção precoce

A detecção precoce e a prevenção são as melhores estratégias para combater o câncer. Quando tumores são detectados em fase inicial possuem maior chance de ter um tratamento bem sucedido. No caso do câncer de próstata, a detecção precoce muitas vezes é prejudicada porque muitos homens, por medo ou desconhecimento, preferem não falar sobre sua saúde.

O acompanhamento e as medidas de redução de risco são definidos pelo médico de forma individualizada e, para homens com alto risco, como os que possuem mutações nos genes BRCA, o médico pode modificar a periodicidade dos exames. 

Os exames de rastreamento incluem:

  • Exame clínico (toque retal): Esse exame tem a finalidade de avaliar irregularidades e nódulos na próstata e estimar o seu volume. 
  • Exame de sangue (PSA):  PSA é uma sigla refente a uma proteína (prostate-specific antigen, em português significa antígeno prostático específico) produzida normalmente pela próstata. Contudo, se alterada, pode ser o resultado de múltiplas condições, como tumores benignos ou malignos  e inflamações da próstata.
Análise BRCA1 e BRCA2

Testes genéticos podem ser usados para descobrir mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 que aumentam as chances de desenvolvimento de câncer de próstata. Ao conhecer o seu risco, você pode adotar medidas para evitar o desenvolvimento do câncer ou detectá-lo precocemente. O resultado positivo não significa que certamente haverá o desenvolvimento do câncer, mas que o risco em relação à média da população é maior.

O meuDNA Saúde é capaz de detectar a predisposição genética ao câncer de próstata e outros tumores hereditários, como o de estômago. Ele é uma oportunidade de agir antes da doença surgir, fazendo escolhas saudáveis junto com seu médico.

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